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Resenha: Pegando Fogo!

 Resenha:

 Meu verão sem ler qualquer um dos livros da Meg simplesmente e não é verão, nenhum de vocês devem saber, mas eu sou fã de carteirinha da Meg, eu já li praticamente todos os livros dela (tirando a duologia Garota Americana e do segundo até o ultimo livro da série O Diário da Princesa, não sou muito fã do primeiro livro, por isso resolvi parar de ler a série) pois a biblioteca da minha escola dispõem de todos e eu devorava cada um em a penas uma tarde, é claro que como todos que adoram um determinado autor  tenho os meu queridinhos dentre todos os que ele já escreveu e Pegando Fogo! é o meu único livro queridinho da Meg que tenho na minha estante, infelizmente os outros dois (que seria Ela foi até o fim - meu quero e eterno Jack! -  e Todo garoto tem - Roma! ♥ - simplesmente adoro!) por serem meio caros ainda não tiveram a honra de entrar para a minha coleção, mas toda vez que estou de ressaca literária vou na biblioteca, loco algum deles, leio e pronto, já estou curada, os diálogos engraçados, as mocinhas divertidas, o romance que te faz suspirar e soltar risinhos igual a uma garota afetada durante a leitura que só a Meg consegue escrever sem se tornar maçante (minha opinião), fazem  minha vontade de ler voltar ao normal.

 Hoje eu resolvi fazer uma resenha um pouco diferente, por se tratar de um livro especial para mim, já reli ele cinco vezes, isso mesmo CINCO VEZES e minha reação em quanto estou lendo é a mesma toda santa vez: surto sempre que o Tommy aparece! E isso é uma coisa bem difícil de acontecer comigo, pois costumo perder o interesse de reler o livro, porque como já sei a história e como ela termina não consigo achar tão legal quanto achei pela primeira vez, além do mais, há tantas histórias esperando para serem lidas no mundo, para que perder tempo lendo um livro que você já leu?, geralmente penso assim, mas tenho minha exceções e Pegando Fogo! é uma delas.


 Katie Ellison é o estereotipo da garota perfeita, melhor amiga da garota mais popular do colégio, namora um membro do time de futebol americano, os Quahogs (o que na pequena cidade de Eastport é um grande feito, levando em conta que a relação dos moradores com o time é parecido com a relação dos brasileiros com o futebol, todos fanáticos, bem quase todos) e que de quebra é um dos meninos mais bonitos do colégio, resumindo ela é o tipo de garota que seus pais usam de exemplo, "Está vendo filha, por que você não pode ser estudiosa e simpática igual a Katie?".

 Bem, mas como diz o famoso ditado, nem tudo é o que parece ser, logo nos dois primeiros capítulos descobrimos que Katie Ellison é uma mentirosa de mão-cheia, mesmo namorando Seth, um dos astros do time de futebol, fica se agarrando com Eric, o principal ator do grupo de teatro e isso acaba tornando ela um pouco paranóica.


Ela fica tipo assim: OMG, OMG, OMG, será que ele descobriu? Se sim, eu estou ferrada!

 Katie Ellison é tão mentirosa que até está participando do concurso Princesa Quahog, sendo que a mesma odeia esses mariscos, porém toda a sua vida perfeita está prestes a se auto-destruir quando Tommy Sullivan, seu antigo melhor amigo, está de volta a cidade.


O ruivo mais gato e sexy do mundo literário (finge que esse é, porque achar gif de gente ruiva é difícil pra burro)

 Agora que Tommy está de volta a Eastport, Katie vai ser obrigada a decidir se vai continuar  com a vida de mentirosa para manter as aparências, ou se finalmente vai abrir a boca e aceitar que as coisas nunca mais serão como antes.

 Pegando Fogo! é o livro perfeito para se ler num dia na praia, digo isso por experiência própria, fui à praia hoje com meus tios e meu pai, como não sou fã de mar resolvi levar algum livro para me distrair e essa foi a escolha perfeita, por ser um livro leve ele te permite parar para conversar com as pessoas mesmo você não querendo, tem que socializar, além de ser engraçado e de te arrancar alguns suspiros.




Eu ficava tipo assim lendo, igual a uma total retardada e as pessoas da praia só me encarando 

 E toda vez que o Tom (Tommy só para os íntimos) entrava em cena eu ficava igual a uma  das Tiffanys e Brittanys (nada contra quem tem um desses nomes, mas quem leu Pegando Fogo! vai entender minha piadinha tosca), ou seja em quase todo o livro.


 Pegando Fogo! não é um livro profundo, os personagens secundários, são apenas isso, personagens secundários (e acho isso ótimo, porque o que realmente interessa é a Katie e o Tommy sim, sou intima dele) e a história é um bom drama adolescente, porém, quem não gosta de um clichê bem escrito? 

 Eu SUPER recomendo para quem quer uma leitura leve, engraçada e sem compromisso, afinal as pessoas leem para se divertirem e é exatamente isso que Pegando Fogo! é, pura diversão!

5/5  

 Fica mais algumas imagens para vocês imaginarem como é o Tom Sullivan (digo e repito, Tommy só para os íntimos):





Misturem essas imagem e você vai obter: UM PEDAÇO DE MAL CAMINHO TOTALMENTE GATO! 

P.S: Espero que tenham gostado dessa minha resenha em gifs, por favor digam nos comentários se gostaram ou se foi totalmente Fail!

Resenha: O Clã dos Magos - Trilogia do Mago Negro #1



Resenha:

 Todos os anos, os magos de Imardin reúnem-se para purificar as ruas da cidade dos pedintes, criminosos e vagabundos. Mestres das disciplinas de magia, sabem que ninguém pode opor-se a eles. No entanto, seu escudo protetor não é tão impenetrável quanto acreditam. Enquanto a multidão é expurgada da cidade, uma jovem garota de rua, furiosa com o tratamento dispensado pelas autoridades a sua família e amigos, atira uma pedra ao escudo protetor, colocando nisso toda a raiva que sente. Para o espanto de todos que testemunham a ação, a pedra atravessa sem dificuldades a barreira e deixa um dos mágicos inconsciente. Trata-se de um ato inconcebível, e o maior medo da Clã de repente se concretiza: uma maga não treinada está à solta pelas ruas. Ela deve ser encontrada, e rápido, antes que seus poderes fiquem fora de controle e destruam a todos.
  No Primeiro livro da Trilogia do Mago Negro acompanhamos Sonea, uma menina criada nas favelas de Irmandin, capital do reino de Kyralia, depois do evento que mudou sua vida, no meio da purificação, ela joga uma pedra contra os Magos num gesto de oposição, mesmo sabendo que é impossivel, ela deseja com todas as suas forças que a pedra atravesse a barreira criada pelos Magos e acerte um deles e assim aconteceu, preocupados com uma maga sem o controle de seus poderes solta pela cidade, os magos decidem a capturar para leva-la ao clã na intenção de ensinar-lhe como dominar seus poderes e torná-la um membro, quando Sonea descobre que o clã está a sua procura pensa que é para mata-la pelo fato de ter deixado um dos magos inconsciente e com ajuda de seus amigos, principalmente de Cery, foge do clã mudando de esconderijo com a mesma freqüência com que alguém troca de roupa.
 Fazia muito tempo que estava atrás de um livro que envolvesse magia, quando li a sinopse e vi o preço que estava na Black Friday pensei que seria uma boa compra e uma boa leitura, dessa vez acertei em cheio na escolha, como disse, estava procurando fazia um bom tempo algum livro em que a magia está constantemente presente e pode se dizer que que O Clã dos Magos se encaixa perfeitamente na descrição.

 É interessante ver como a Sonea, que muitas vezes chamei Soneca, não me perguntem por que, mas eu troquei o nome dela várias vezes durante o livro, lida com o fato de em um dia era uma menina comum das favelas e no outro ser a prioridade do clã, a aparência da Sonea me lembrou muito a Mulan, uma das princesas a Disney, não sei se foi pelo fato de sempre tentar se passar por um menino ou por eu amar a Mulan (sempre foi a minha princesa da Disney preferida) e simplesmente achar que elas se parecem, fica um mistério para vocês desvendarem.

 Os personagem do livro são muito envolventes, em vários momentos me peguei pensando que se estivesse no lugar da Sonea também faria o que fez, levando em conta que durante toda a sua vida foi lhe dito que todos os Magos eram "do mal", mostra que as escolhas feitas por ela durante a historia não se difeririam em nada do que faria se tivesse em seu lugar, a amizade entre ela e o Cery é linda, o modo como os dois se preocupam um com o outro é incrível, eles se sacrificam durante o livro para manter um ao outro em segurança e isso é apaixonante.

 Eu me encantei pelo mundo apresentado pela Trudi Canavan, a forma com que ela conduz os acontecimentos, a riqueza de detalhes em sua narrativa me faz adentrar no universo em que a história se passa, permitindo-me imaginar como era o clã dos magos, as passagens por de baixo da favela e até mesmo a própria favela.

 A narrativa é divida em vários pontos de vista diferentes, mas a maioria da historia é narrada pela Sonea e pelo mago Rothen, o que fez uma diferença muito grande em como eu via os acontecimentos, pois com essa mistura de narradores podemos ver o ponto de vista dos magos também, nos fazendo perceber que nem todos são do jeito que a Sonea acredita que sejam, apesar de alguns serem exatamente como os moradores da favela dizem que são.

 Eu recomendo O Clã dos Magos para todos os que gostam de uma boa trama envolvendo fantasia, magia, conflitos políticos e também para aqueles que estão a procura de uma leitura suave, fluída que ao mesmo tempo tenha uma boa dose de ação, aventura e mistério.

 5/5

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Em Outra Língua: Eleanor & Park

{Quinta Em Outra Língua é um meme criado pelo blog Amount of Words para fazer resenhas ou comentar sobre lançamentos de livros estrangeiros a apenas às quintas-feiras.}

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Resenha:

Eleanor é a nova garota na cidade, e ela nunca se sentiu mais sozinha. Todas as roupas caóticas, cabelo ruivo caótico e uma vida familiar cheia de problemas, ele não poderia ficar mais de fora nem se tentasse. 

Então ela se senta no ônibus ao lado de Park. Calmo, cuidadoso e -aos olhos de Eleanor- impossivelmente legal, Park acredita que ficar fora do caminho é o melhor jeito para sobreviver ao colegial. Devagar e instantaneamente, através das conversas tarde da noite e uma grande pilha de fitas, Eleanor e Park se apaixonam. Eles se apaixonam do jeito que sempre é a primeira vez, quando se tem 16 anos, e não há nada e tudo a perder.

Ambientado no ano escolar de 1986, Eleanor & Park é engraçado, triste, chocante e verdadeiro, uma viagem nostálgica para quem nunca esqueceu seu primeiro amor.

 Eleanor & Park tinha tudo para me fazer morrer de amores pelo livro, o Jonh Green fez uma critica positiva sobre ele assim como a Stephanie Perkins, ele foi eleito o melhor livro YA (young adult) de 2013 pelo Goodreads e está entre os 10 mais vendidos pela Amazon, tinha expectativas muito altas para esse livro, vi vários canais literários internacionais falando super bem do livro e da escrita da Rainbow Rowell e quando finalmente o tirei da minha estante e comecei a leitura descobri que Eleanor & Park não iria me decepcionar.

 A forma que a Rainbow Rowell escreve é simplesmente mágica, consegue submergir o leitor na história a um certo ponto que você se sente dentro do livro e isso é completamente estupendo, a forma com que a autora narra os fatos é tão intensa que até os mais simples gestos se tornam capazes de tirar o fôlego do leitor.

 Outro ponto que me cativou no livro foi as inúmeras referências musicais que aparecem ao decorrer do enredo, podemos ver os Beatles, The smiths e até mesmo o U2, vários títulos de sucessos são citados, tais como Bad (U2), Summer of 69 (Bryan Adams), Forever Young (Alphaville) e Two of us (The Beatles), a Rowell insere essas referencias culturais de uma forma tão natural, que torna a leitura ainda mais gostosa de se fazer.

 A construção dos personagens é maravilhosa, a relação familiar conturbada que a Eleanor tem é muito bem retratada no livro, muitas vezes tinha vontade de sacudir a mãe da Eleanor para ver se ela acordava e se livrasse do Richie, o padastro alcoólatra, que sem sombra de duvidas é um dos personagens mais intragáveis que eu já vi na minha vida, se pudesse empurraria ele de um precipício e assistiria ele estatelado no chão agonizando de dor, até morrer, e eu com um sorriso estampado na cara dizendo: você mereceu.

 Ver a Eleanor e o Park se apaixonarem é lindo, a forma como cada um aceita o outro pelo o que ele é e não pela sua aparência, não pelo seu exterior, mas sim pelo seu interior, me faz parar para pensar que as vezes julgo as pessoa apenas por como se vestem e me esqueço que o realmente conta não é as roupas e sim os atos o caráter.

 Esse livro foi sem sombra de duvidas um dos meus favoritos de 2013, diferente de tudo o que já li Eleanor & Park comprova que nem sempre temos tudo o que queremos, que a vida não é como um conto de fadas, e que raramente temos o nosso final feliz. 

 Quem quiser ler a resenha que o Jonh Green fez sobre esse livro é só clicar aqui.

 O livro será lançado aqui no Brasil pelo editora Novo Século em Novembro de 2014.

 5/5 


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